terça-feira, 15 de março de 2011

Meu psiquiátra, meu amante. (PARTE 1)

Já com quase 40 anos de idade e uma vida, um tanto quanto, insatisfeita, passou por uma situação na qual nunca esperava que acontecesse na realidade. Pois somente em seus mais secretos e íntimos sonhos que poderia ser realizadas. Precisando de cuidados psiquiátricos, não por estar maluca, mas sim por um leve quadro de depressão, resolveu então encarar umas sessões com um conceituado médico. Já na primeira sessão o achou um homem muito atraente, forte, musculoso, rude, porém casado e com filhos. Até então nada de mais, apenas admirou sua beleza masculina.
Depois de várias sessões, ocorrendo o maior respeito entre ambas partes, aconteceu então um fato que a deixou muito envergonhada, confusa e perturbada. No momento de sua saída ao término de mais uma sessão, ele a segurou pelo braço e a cumprimentou com dois beijinhos na face. Ok, pessoas se cumprimentam dessa forma!!!! Mas achou que foi diferente, foi muito lento, como se ele quisesse que escapasse um "estalinho". Qual o motivo da intimidade depois de tanto tempo??? Ela recuou, fingiu que não estava entendendo e agiu com toda naturalidade. Bem que ela já havia percebido umas olhadas mais maliciosas, dele, em seu corpo. Com esse episódio, todas as vezes que se aproximava a data da nova sessão, seus nervos ficavam à flor da pele. Era uma mistura de nervosismo (o que será que ele vai tentar agora?), com vergonha(sou uma senhora casada), e uma excitação de adolescente por ser tudo novidade nessa época da sua vida. Passaram-se algumas sessões e , nada! Até pensou que estivesse imaginando coisas, talvez naquele dia ele estivesse estremamente feliz e com vontade de cumprimentar as pessoas. Tolinha ... Numa outra sessão em que ela já até tinha se esquecido do ocorrido, novamente ... um puxão e outro cumprimento bem mais lento que o 1º. Gelou dos pés a cabeça. Mas o que que era aquilo que estava acontecendo??? Não era uma brincadeirinha... Ficou com a cena gravada na cabeça. Poderia até parecer besteira aos olhos de qualquer outra pessoa, mas pra ela, não. Era uma senhora casada com seu primeiro e único homem, tinha filhos, e mesmo estando passando por conturbações na sua vida conjugal, nunca havia pensado em estar nos braços de outro homem, nem mesmo encostar.
Durante muitos dias ficou lembrando por várias vezes do que tinha acontecido, mas o melhor era deixar pra lá e se acontecesse de novo era somente manter sua postura de senhora honesta e dar um passa-fora nele.
Pois foi exatamente o contrário o que aconteceu numa nova sessão...
Ela achou que seria uma sessão rápida, diferente das outras devido ter avisado que teria um compromisso proxímo do horário marcado. E realmente foi uma das mais rápidas. Se não fosse novamente o delicado cumprimento de saída. Dessa vez foi mais próximo que as outras, sentiu seu seio encostando no peito dele e deu até pra sentir o cheiro do seu hálito. Com o corpo estremessendo e as pernas bambas, ainda teve forças pra dizer que um dia ele ainda conseguiria acertar. Mesmo assim, em meio às explicações dele que não tinha intensão de lhe faltar com respeito e que sempre cumprimentava as pessoas assim (pura desculpas, é claro!!!), ela não se conteve e no auge da discussão, lhe roubou um beijo dizendo que agora tinha acertado. Pronto, foi a dica que ele queria para agarrá-la em seus braços, maravilhosamente, fortes e a beijasse sem que ela pudesse ter alguma chance de se livrar. Mas a essa altura dos fatos, ela nem sabia mais o que estava fazendo, só sabia que era maravilhoso e que não queria que acabasse nunca. Voltou a ser adolescente. Ele a apertva contra seu corpo como se quisesse a colocar pra dentro de si. Se esfregavam de uma maneira tão gostosa como ela nunca tinha feito antes. As mãos fortes dele alisavam todo o corpo dela enquanto sussurrava em seu ouvido que há muito tempo tinha vontade de fazer isso, e que fazia uma enorme força para não deixar transparecer. Estavam doidos de prazer, um pelo outro. Mas em certo momento em que iriam consumar o fato, veio o momento de lucidez e ela conseguiu sair de seu braços e não quiz. Ele já estava a ponto de explodir. Mas ela achou melhor parar, principalmente porque não haviam se protegido. Ok, se acalmaram, ele pediu que ela voltasse, que não o deixasse mais daquele jeito, ela concordou.
Saiu flutuando da sala, com um sorriso bobo no rosto como se estivesse dado o 1º beijo. Mas foi realmente o seu 1º beijo, em outro homem que não era seu marido.
No dia seguinte, num momento confuso, medo e na verdade mesmo, vontade de completar o que não tinha feito no dia anterior, ela voltou. Voltou disposta a deixá-lo mais doido ainda, sem chegar as vias de fato. E novamente se agarraram como se tivessem um imã muito forte. Dessa vez ela quase cedeu. Na hora lembrou da segurança e voltou atrás, mas sem o menor pudor, nojo ou vergonha, ajoelhou-se diante dele e ...

Foi  indescritível !!!

(Reality)

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