A insatisfação com o corpo atrapalha até a vida amorosa. De acordo com uma pesquisa do Reino Unido, 52% das mulheres evitam relações sexuais com seus parceiros por se sentirem gordas. O levantamento ouviu a opinião de 4 mil pessoas e descobriu que 13% das entrevistadas só transam com as luzes apagadas por conta do excesso de peso. E uma em cada 10 gostaria de ser mais aventureira na cama, mas se sente presa às posições tradicionais devido à vergonha de sua aparência. O cansaço do dia a dia lidera o ranking dos itens que atrapalham o sexo. Do total das voluntárias, 72% apontaram esse quesito como o pior inimigo. A lista conta ainda com se sentir pouco atraente (34%), doença (33%) e estresse (32%).E o mais alarmante: 6% das mulheres afirmaram que só têm relações sexuais por encararem isso como um dever.
Apesar de se torturarem sob os estereótipos de magreza, as mulheres mal sabem que o gosto masculino nunca abandonou os arquétipos de fertilidade. Desde tempos imemoriais, os homens pressentem que a potência feminina pende aos quilinhos a mais.Afinal, mesmo que mulheres esqueléticas sirvam muito bem para cabide de roupas escalafobéticas, está provado cientificamente que são as cheinhas que mais se prestam para a procriação e, por conseguinte, para proporcionar aos homens as delícias do amor num tom mais superlativo.


A propósito da preferência masculina pelo padrão estético contrário senso ao esqueletismo vendido como sinônimo de saúde, o termo “adoro gordinhas” é um dos mais buscados nas pesquisas feitas na Internet. Conclui-se daí que a preferência não é apenas da classe dos caminhoneiros, famosos por seu apetite voraz por formas bem fornidas, já que ela se estende ao resto dos grupos masculinos que inclui nerds, profissionais liberais, filósofos, sociólogos e mais tradicionalmente, os trabalhadores humildes e aqueles que tão somente vivem a vida que Deus lhes deu.
Sentir atração por um padrão de beleza atávico herdado da idade das cavernas pode ser explicado racionalmente em termos hormonais. Transpondo a coisa ao axioma de Descartes, fica assim “tenho testosterona, logo gosto de gordinhas”. Isto porque o gosto masculino, sabendo-se que seja essencialmente emanado dos princípios básicos que diferenciam homem de mulher, não pode ser pasteurizado pela tendência andrógena que ditou os padrões estéticos padronizados na mídia.

Assim, homem que é homem só o é em razão das taxas sobejantes de testosterona circulando no sangue, fato que o remete inevitavelmente ao seu ancestral das cavernas. Em outras palavras, homem que é homem, nunca deixará de agir como um troglodita, uma vez que continuamos a ser animados pelos mesmos fluídos bioquímicos que definiram os caracteres sexuais secundários dos nossos antepassados, mesmo os mais distantes.
Nota esclarecedora: o maior pesadelo das mulheres, além do sobrepeso, são as estrias e a celulite. Pois, elas nem desconfiam que homem que é homem até sente atração por mulheres que exibem tais temperos sensuais, que se observarmos bem, foram consagrados nos antigos amuletos da feminilidade e fertilidade.
OBS:Veja como o Sr. deitado se entorta na direção das beldades rotundas que desfilam.
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